Oscar 2010
Melhor Ator
- Jeff Bridges – Crazy Heart
- George Clooney – Amor Sem Escalas
- Colin Firth – Direito de Amar
- Morgan Freeman - Invictus
- Jeremy Renner – Guerra ao Terror
Melhor Diretor
- James Cameron – Avatar
- Kathryn Bigelow – Guerra ao Terror
- Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios
- Lee Daniels – Preciosa – Uma História de Esperança
- Jason Reitman – Amor Sem Escalas
Melhor Roteiro Adaptado
- Distrito 9
- Educação
- In The Loop
- Preciosa – Uma História de Esperança
- Amor Sem Escalas
Melhor Roteiro Original
Ator Coadjuvante
- Matt Damon – Invictus
- Woody Harrelson – O Mensageiro
- Christopher Plummer – The Last Station
- Stanley Tucci – Um Olhar do Paraíso
- Christoph Waltz – Bastardos Inglórios
Melhor Atriz
- Sandra Bullock – Um Sonho Possível
- Helen Mirren – The Last Station
- Carey Mulligan – Educação
- Gabourey Sidibe – Preciosa – Uma História de Esperança
- Meryl Streep - Julie e Julia
Melhor Atriz Coadjuvante
- Penelope Cruz – Nine
- Vera Farmiga – Amor Sem Escalas
- Maggie Gyllenhaal – Crazy Heart
- Anna Kendrick – Amor Sem Escalas
- Mo’Nique – Preciosa
Melhor Animação Longa-Metragem
- Coraline
- O Fantástico Sr. Raposo
- A Princesa e o Sapo
- The Secret of Kells
- Up – Altas Aventuras
Melhor Filme
- Avatar
- Um Sonho Possível
- Distrito 9
- Educação
- Guerra ao Terror
- Bastardos Inglórios
- Preciosa - Uma História de Esperança
- Um Homem Sério
- Up – Altas Aventuras
- Amor Sem Escalas
Melhor Direção de Arte
- Avatar
- O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus
- Nine
- Sherlock Holmes
- The Young Victoria
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
- Brilho de Uma Paixão
- Coco Antes de Chanel
- O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus
- Nine
- The Young Victoria
Melhor Montagem
- Avatar
- Distrito 9
- Guerra ao Terror
- Bastardos Inglórios
- Preciosa – Uma História de Esperança
Melhor Filme Estrangeiro
- Ajami (Israel)
- El Secreto de Sus Ojos (Argentino)
- A Teta Assustada (Peru)
- Un Prophète (França)
- A Fita Branca
Melhor Trilha Sonora Original
Melhor Canção Original
- “Almost There” – A Princesa e o Sapo
- “Down in New Orleans” – A Princesa e o Sapo
- “Loin De Paname” – Paris 36
- “Take it All” – Nine
- “The Weary Kind” – Crazy Heart
Melhor Edição de Som
Melhor Mixagem de Som
Melhores Efeitos Especiais
Melhor Maquiagem
- Il Divo
- Star Trek
- The Young Victoria
Melhor Documentário Longa-Metragem
- Burma Vj
- The Cove
- Food Inc.
- The Most Dangerous Man In America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
- Which Way Home
Melhor Documentário Curta-Metragem
- Province
- The Last Campaign of Governos Booth Gardner
- The Last Truck: Closing of a GM Plant
- Music by Prudence
- Rabbit à la Berlin
Melhor Animação Curta-Metragem
- French Roast
- Granny O´Grimn´s Sleeping Beauty
- The Lady and the Reaper (La Dama e la Muerte)
- Logorama
- A Matter of Loaf and Death
Melhor Curta-Metragem
- The Door
- Instead of Abracadabra
- Kavi
- Miracle Fish
- The New Tenants
Como se já não fosse desgraça suficiente ter Avatar e Bastardos Inglórios reconhecidos por uma indústria em frangalhos (que tenta reaver, a todo custo, seu investimento megalomaníaco), também encontramos a consagração da Sandra Bullock (só para mostrar o quanto vale esse troféu dos tolos).
Crise Final
Depois de algum tempo sem publicar pelo blog, eis um novo post, por conta da última crise organizada pelo caríssimo Grant Morrisson em frente à DC: A Crise Final.
Com a chegada do encerramento do último arco (os quais são, na verdade, dois paralelos, com 07 edições cada), finalmente, os leitores da DC podem começar a especular sobre o que vem por aí (tanto para os personagens roteirizados pelo ótimo Geoff Johns- a Tropa dos Lanternas Verdes-, como os alinhavados pelo James Robinson, como a saga do Superman).
A trama, a priori, é extremamente simples, envolvendo a aparição do vilão Libra como arauto de Darkseid, a fim de levar adiante a equação anti-vida. Através dessa forma de controle, o vilão não somente organiza toda a galeria dos inimigos dos super heróis, como desestabilisa a vida de muita gente da liga da Justiça.
O mais interessante é que toda a articulação do Morrisson já prepara terreno para a nova grande crise da editora (A Noite mais Densa, e que faz continuação ao trabalho do Johns).

Alguns eventos também se conectam diretamente com a famosa saga Batman RIP, onde o cavaleiro das trevas passou a ser perseguido por uma sensação de perseguição constante e implacável, a qual quase o leva a loucura. Acho que o maior destaque é por conta de um evento dessas proporções não apagar personagens, caie no lugar comum, nem utilizar um andamento meio morno para o universo criativo da editora.
Essa é mais uma prova cabal do quanto a Marvel está perdendo pontos (a última saga, Invasão Secreta, foi nada original), demonstrando essa queda nas vendas nos próprios sites especializados de quadrinhos.
Eric Rohmer
Mais um capítulo da história do cinema se encerrou neste dia 11 de janeiro de 2010, com a morte do cineasta francês Eric Rohmer, ou Jean-Marie Maurice Schérer. Crítico de cinema e editor da revista Cahiers du Cinéma de 1957 a 1963, Rohmer foi um grande cineasta por trás de um cinema sutil e cheio de idéias.
Suas obras podem ser divididas, na maiorias, em três principais ciclos: os Contos Morais, as Comédias e Provérbios (ambos com seis filmes cada um), e os Contos das Quatro Estações. Cada ciclo representa muito bem uma fase da carreira do prolífico diretor (na minha opinião, as comédias e provérbios são os mais interessantes, sem falar dos filmes com a atriz Béatrice Romand e os passados na costa do Mediterrâneo).
De maneira geral, seus filmes eram de uma simplicidade quase absurda (Rohmer dizia que não precisava de muito para fazer cinema: já bastava uma idéia), recheados de diálogos espirituosos (eu acho que sua genialidade estava em compor obras de puros diálogos, sem grandes reviravoltas, as quais transmitiam uma harmonia quase não-ficcional), atrizes histriônicas (uma observação livre de maiores intenções minha, por conta de seus filmes “Conto de Inverno”, “Um Bom Casamento”, “Noites de Lua Cheia”, “O Amigo da Minha Amiga”) e um clima de leveza descompromissado (“Pauline na Praia”, “Conto de Verão”, “A Mulher do Aviador”, “4 Aventuras de Reinette e Mirabelle”, “A Padeira do Bairro”, “O Joelho de Claire” são ótimos exemplos). Acho que não gostei, mesmo, somente dos filmes “A Árvore, o Prefeiro e a Mediateca” e “A Inglesa e o Duque”.
Rohmer venceu o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra no Festival de Veneza, em 2001, e foi indicado ao mesmo prêmio pelo filme “Os Amores de Astrée e Céladon” em 2007, ainda inédito no Brasil. Foi indicado uma vez ao Oscar, por melhor roteiro, em 1971, por “Minha Noite com Ela”, e ganhou o Urso de Prata, no Festival de Berlim, pelo filme “A Colecionadora”, em 1967.
São inéditos no Brasil seus três últimos filmes: “Triple Agent” (2004), “Le Canapé Rouge” (2005) e “Os Amores de Astrée e Céladon” (2007).
Top 20 Eric Rohmer
01 – O Signo do Leão
02 – A Carreira de Suzanne
03 – O Raio Verde
04 – Minha Noite com Ela
05 – O Joelho de Claire
06 – A Colecionadora
07 – Conto de Verão
08 – Conto de Outono
09 – Pauline na Praia
10 – Conto de Primavera
11 – A Padeira do Bairro
12 – A Marquesa d’O
13 – Amor à Tarde
14 – A Mulher do Aviador
15 – O Amigo da Minha Amiga
16 – Um Bom Casamento
17 – Noites de Lua Cheia
18 – 4 Aventuras de Reinette e Mirabelle
19 – Conto de Inverno
20 – Nadja em Paris
Charlie Kaufman
Nesses tempos negros, após saber que “Avatar” já é a segunda maior bilheteria da história, nada mais justo e intrigante que falar de um gênio do cinema o qual representa o oposto de tudo que o James Cameron ousou ser: Charlie Kaufman.
Americano, nascido em Nova York, e autor dos roteiros mais originais de Hollywood nos últimos tempos, Kaufman conseguiu ser um nome de destaque no cenário independente, inicialmente, trazendo um novo enfoque para a própria cadeira de roteirista no cinema. Vale destacar, inclusive, que já foi divulgado pela influente revista “Premiere” que ele é um dos nomes mais influentes na indústria (o que mostra que o universo é feito também de boas idéias).
Em sua carreira, o roteirista e diretor já trouxe memoráveis clássicos pós-modernos à vida: ”Quero ser John Malkovich” e “Adaptação” (ambos dirigido pelo Spike Jonze), “A Natureza Quase Humana” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (dirigidos por outro grande diretor, Michel Gondry), o roteiro adaptado de “Confissões de uma Mente Perigosa” (direção do George Clooney), e sua primeira direção, com roteiro de autoria própria, em “Sinédoque Nova York” (na minha opinião, um dos melhores filmes do ano passado, mostrando um futuro extremamente promissor para o desdobramento de sua carreira).
Fazendo exercícios de metalinguagem, onde elementos do próprio teatro são utilizados, seus roteiros, ao meu ver, são verdadeiras bonecas russas, pois em cada momento uma nova camada se mostra, expandindo os limites da experimentação narrativa. Esse laboratório de idéias busca falar principalmente do consciente humano, e sua abordagem traz uma original maneira de se falar de psicanálise.
Kaufman já recebeu o Oscar (como se isso fosse de alguma valia) pelo roteiro de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”.
01 – Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
02 – Quero ser John Malkovich
03 – Sinédoque Nova York
04 – Adaptação
05 – A Natureza Quase Humana
06 – Confissões de uma Mente Perigosa
Wes Anderson
Eu já vinha pensando há algum tempo em colocar diretores mais recentes nesta categoria “Deuses do Cinema”, pois tenho observando o trabalho de vários nomes novos, com filmografias ainda pequenas, apresentando uma carreira consistente e extremamente criativa, e que não deixa nada a desejar para os cânones sagrados. Dentre os vários pensados, como é o caso do P.T. Anderson, Noah Baumbach e Darren Aronofsky, escolhi o Wes Anderson, com o intuito de apresentar esse desdobramento cinéfilo-pessoal por aqui.
Os motivos são vários os quais fazem desse americano um nome tão interessante para configurar na frente de tantos outros: sua carreira têm se fortalecido na comédia (um gênero de difícil execução, na minha opinião, pois facilmente pode recair em algo apelativo), com um tom estético muito bem apurado (os filmes possuem uma assinatura marcante, porém sem fazer com que recaiam em receitas prontas, repetitivas, com todo um imaginário pessoal e minimalista inserido) e roteiros expertos.
Firmado no cinema independente, os roteiros, vale ressaltar, são absurdos, milimetricamente executados, politicamente incorretos em vários momentos (vide “Rushmore”), líricos (talvez um pouco de sua formação em filosofia como reflexo), indie-folk (um dos responsáveis pela nova onda de comédias inteligentes e cheias de referências pop), e com personagens anacrônicos e divertidos (neste último caso, parece que sua galeria de tipos desfila num andamento sonâmbulo, numa catarse esquizóide e hipnótica). Eu consigo ver uma inclinação, inclusive, pela cultura hindu em todas as suas obras (o que ficou mais claro, para mim, após a execução do ótimo “Viagem a Darjeeling”), além de sua influência no cinema de Jean-Luc Godard.
Parceiro criativo de pequenos-grandes deuses do cenário cinematográfico atual, como é o caso na co-roteirização com o diretor e roteirista Noah Baumbach, em “Steve Zissou” (criador dos incríveis “A Lula e a Baleia” e “Margot e o Casamento”); nas leais parcerias com os atores Owen Wilson (inclui-se, aqui, a co-roteirização dos “Royal Tenembauns”), Jason Schwartzman (co-roteirista de “Viagem a Darjeeling” e protagonista já clássico do segundo filme do diretor, “Rushmore”), a diva Angelica Huston e o impecável Bill Murray (o melhor ator de si mesmo do cinema), Wes Anderson desponta como um dos nomes mais estáveis da produção contemporânea.
Vale observar que sua genialidade é tamanha, pois somente nos “Royal Tenembauns” é que eu vi a fraquíssima Gwyneth Paltrow num papel realmente legal e convincente. E deixo, por outro lado, a dica do filme “Huckabees”, do diretor David O. Russel, em parceria com o ator Jason Schwartzman, pois é um exemplar que traz inúmeras referências andersonianas.
Dentre suas novidades, há a animação “O Fantástico Sr. Raposo”, que como todos os seus outros filmes, é uma programação inteligente e para platéias iniciadas.
01 – Os Excêntricos Tenembauns
02 – Viagem a Darjeeling (que traz o curta “Hotel Chevalier”)
03 – Rushmore
04 – A Vida Marinha com Steve Zissou
Para quem está em Belém, não perca a programação “The Magnificent Anderson”, que começou hoje, dia 07 de janeiro, com o segundo filme do diretor, “Rushmore”.
07/01 – Rushmore
21/01 - Os Excêntricos Tenebaums
04/02 – Vida Marinha com Steve Zissou
18/02 - Projeto Darjeeling
Serviço:
Quinzenalmente às quintas
18:30
no Cineteatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1306)
ENTRADA FRANCA
Realização: CCBEU
Parceria: APJCC
Apoio: Cineclube Amazonas Douro
Feliz Ano Novo?
Somos escravos do querer viver, que torna em nós a aparência ilusória de uma vontade individual. Lutamos selvagemente uns contra os outros para conquistar riquezas e honras que a morte logo nos arrancará. Somos escravos do desejo, deste desejo que é sofrimento – sofrimento da necessidade enquanto não satisfeita, sofrimento do tédio quando podemos obter tudo o que desejamos. A vida oscila, como um pêndulo, do sofrimento ao tédio. Por outro lado a necessidade, a necessidade não cessa de renascer das cinzas e a satisfação que o mundo pode dar aos nossos desejos assemelha-se à esmola hoje dada ao mendigo e que o faz viver o bastante para estar faminto amanhã.
(Dores do Mundo – Schopenhauer)
Dicas para 2010:
1 – Box de Natal Lars Von Trier, com os filmes “Anticristo”, “Dançando no Escuro” e “Dogville”;
2 – Coleção “Foucalt, Para Uma Vida Melhor”, com “Vigiar e Punir” e “Microfísica do Poder”;
3 – Box de Natal Pasolini, com Versão Remasterizada de “Saló, ou Os 120 Dias de Gomorra”;
4 – Coleção “Primeiros Passos: Jean-Paul Sartre”;
5 – Coleção “Arthur Rimbaud e Outros Poetas: Românticos Malditos ou Pré-Beatniks?”;
The Beginning is The End is The Beginning
Como amo teus olhos, meu amigo,
E a chama radiante que neles dança
Quando por um instante fugaz eles se erguem,
E teu olhar voa célere
Como relâmpago no céu.
Mas há encanto mais poderoso ainda
Nos olhos voltados para o chão,
No momento de um beijo apaixonado,
Quando brilha por entre as pálpebras baixas
A sombria, obscura chama do desejo.
(Stalker – Tarkovski)
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Vasto era o silêncio abarcando tudo até a abóbada do firmamento. Vasto também era o silêncio entre nós.
(Juventude – Bergman)
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Through the darkness of future past
The magician longs to see
One chants out between two worlds
Fire, walk with me.
(Twin Peaks – David Lynch)
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Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make. You can destroy your life every time you choose, but maybe you won’t know for twenty years. And you’ll never ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fate, but there is: it’s what you create. Even though the world goes on for eons and eons, you are here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive, you wait in vain, wasting years, for a phone call or a letter or a look from someone or something to make it all right. And it never comes or it seems to but doesn’t really. And so you spend your time in vague regret or vaguer hope for something good to come along. Something to make you feel connected, to make you feel whole, to make you feel loved…
… and the truth is: I’m so angry. And the truth is: I’m so fucking sad. And the truth is: I’ve been so fucking hurt for so fucking long and for just as long have been pretending I’m ok, just to get along, just for, I don’t know why, maybe because no one wants to hear about my misery, because they have their own, and their own is too overwhelming to allow them to listen to or care about mine. Well, fuck everybody. Amen.
(Synecdoche, New York – Charlie Kaufman)
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Textos muito especiais para marcar o final de mais um ano.
Avatar: Pirotecnia sem Substância e Sensacionalista
É uma pena mesmo. Acabei de chegar da sessão de Avatar, novo filme do megalomaníaco James Cameron, e me sinto totalmente enganado, outra vez. E vou explicar:
O diretor faz um espetáculo pirotécnico (mas esta já é uma informação deduzível) de encher os olhos e se esquece do roteiro (a idéia me pareceu um cruzamento de Pocahontas com Duna, mas de forma muito mal requentada, pois os textos clichês e constrangedores eram freqüentes, e os chamados alívios cômicos se mostraram desgastados para além da conta no mundo dos blockbusters). O Cameron continua se portando como um oportunista ao pegar conceitos super legais (ou muito vendáveis) e anabolizá-los em seus filmes, os quais se tornam extremamente visuais, porém de conceituação completamente esvaziada (ainda bato o pé no chão de que Terminator é uma franquia fajuta, a qual veio no embalo – ou reciclagem inescrupulosa – de idéias concebidas pelos cânones da ficção científica: as séries clássicas de Star Trek e Battlestar Galactica, por exemplo).
Há ainda uma outra série de colagens na obra em questão: em certas horas o filme lembrava Aliens, Starwars, Apocalypto e até mesmo Titanic (a trilha sonora horrorosa, um tanto new wave, irritava, parecendo uma preparação para que a Celine Hedionda começasse a cantar). Isso sem falar do clima new age-ambientalista-espiritualóide-correto o qual ia tomando conta da estória, num jogo maniqueísta, longo-desnecessário e apelativo.
O triste é que a premissa era interessante, e eu estava ansioso para conferir esse tão famigerado Avatar (afinal, ele está até indicado aos melhores do ano no Globo de Ouro), mas agora, depois do choque, me restaram somente perguntas quanto a essa indicação/ premiação duvidosa: será que esta não é uma estratégia mercadológica para salvaguardar, inclusive, o investimento – ou desperdício – de 400 milhões de dólares no orçamento de um único filme de um diretor maluco e desgovernado? O Globo de Ouro poderia ser colocado em xeque, por conta de uma indústria cultural querendo, a todo custo, não naufragar Avatar como o Titanic (o navio, no caso)?
Outro ponto que me irrita profundamente é essa vontade desmedida de se vender o filme como o novo blockbuster inteligente e já clássico para o cinema. Não é dessa forma que se achará a fórmula de um The Dark Knight. Não há nada em Avatar que não seja tremendamente frustrante, no quesito conjunto da obra. Temos mais uma prova de um diretor agraciado com o título de gênio do cinema, e aplaudido por uma multidão que se compra pelos olhos, tentando ser um Spielberg a qualquer custo.
Porém, em todo caso, para não dizer que só sei apedrejar o diretor mais pernicioso de Hollywood, concordo com alguns pontos: os efeitos são lindos; todo o estudo de fauna e flora do filme é incrível; o Sam Worthington, a Zoe Saldaña e a Sigourney Weaver estão decentes e carismáticos. Ponto. Infelizmente o cinema não é feito só disso. Existe, para além da mágica proporcionada pela nova tecnologia desenvolvida pelas várias equipes técnicas da produção, algo chamado coerência. E neste ponto Avatar está em falta (em falta com o público, com a sétima arte e consigo mesmo).
Pré-estréia de Avatar
Bem, o que esperar de Avatar, o novo filme do infame James Cameron (Aliens, Terminator 1 e 2, True Lies, Titanic)? Os trailers não foram empolgantes, mas a garantia é de que esse é o maior espetáculo cinematográfico dos últimos anos.
O problema é que eu acho que o diretor sempre se utilizou de elementos, fórmulas, de sucesso em seus filmes (que, aliás, são, para mim, um pastiche de tantos outros melhores, porém não elevados ao status de blockbuster do verão), mas de forma desalmada. Eu não vejo esse grande diretor por trás dos já citados filmes. Terminator é bacana, mas por que atualiza, de maneira anabolizada, um conceito de inteligência artificial e viagem no tempo já conhecidos.
Enfim, o filme vai ter de ser um sucesso de bilheteria muito absurdo para compensar os 400 milhões de seu orçamento megalomaníaco (e eu não percebo esse hype em torno dele para gerar uma compensação à altura). Só sei que o meu ingresso para a pré-estreia de Avatar já está comprado, e nesta quinta-feira, dia 17 de dezembro, irei tirar a prova pessoal. Veja abaixo o link para a crítica do site Omelete:
http://www.omelete.com.br/cine/100024033/Critica__Avatar.aspx











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