Buenos Aires
Buenos Aires é, sem dúvida, uma das cidades mais bonitas (talvez a mais) da América do Sul (isso dentro de um olhar mais histórico, da cidade como experiência arquitetônica). Se eu tivesse de escolher, teria grandes dúvidas entre ela e Santiago. Em todo caso, entre nossa chegada da capital do Chile e nossa volta para Montevideo, resolvemos passar mais um dia andando pela urbe argentina.
Sempre há algo que merece ser revisto (como foi o caso da linha A do metrô ou o bairro do Alto Palermo), mas também sempre há algo que pede uma visitação mais tranquila: neste ponto, os bairros de Puerto Madero (localização costeira com vários restaurantes e os prédios mais modernos da cidade) e San Telmo (opostamente, o bairro mais histórico, repleto de mercado de pulgas e ruelas de casas antigas).
O último dia mereceu um tom mais contemplativo, informal, de forma que a zona costeira em frente aos diques de Puerto Madero acabou virando a rota final (a qual, inclusive, ganhou a primeira contemplação do pôr-do-sol desde a Casa Pueblo). São nesses momentos que eu sempre fico me sentindo menor, menos amortizado pelo mecanicismo das tarefas rotineiras, a ponto de buscar explicações para as sensações que o deslocamento e a ausência de referências nos causam (uma estrutura de sentimento deliberadamente mais fluida, porém cheia de afetos).
Saímos de Buenos Aires, mais uma vez, durante a madrugada (entretanto, de navio há uma sensação de esplendor mais clara, da mesma forma como havia sido durante a chegada). Montevideo seria a etapa final (depois de ter sido a inicial) e tranquila dessa pequena aventura sul americana (l’avventura).







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