Café Beatnik

Montevideo

Publicado em Variações Pessoais por cafebeatnik em janeiro 6, 2012

Nossos últimos dias em Montevideo encerram os relatos de viagem. Após chegar extremamente cansados da viagem de Buenos Aires/ Colonia del Sacramento, passamos nosso primeiro dia de retorno à capital uruguaia literalmente dormindo (com a única exceção de comer algo na beira mar e voltar para a proposta quarto de hotel).

Somente no segundo dia que as coisas mudaram um pouco de forma e pudemos revisitar alguns lugares mais apreciados (ou até mesmo concluir propostas não efetivadas durante a nossa primeira passagem): Teatro Solís (dessa vez com uma visitação guiada, a qual trouxe mais dimensão para entender a sua beleza e intensidade de espetáculos), um tempo maior para capturar fotos de praças, estátuas e cenas, o Museo do Carnaval (que não tive a oportunidade de visitar na primeira vez, e que se mostrou bem mais simples do que eu esperava) e uma refeição final no imperdível Mercado del Puerto (com direito a Medio y Medio e uma das melhores carnes de carneiro que já provei). E por falar em Mercado del Puerto, encontramos por lá um dos garotinhos de rua mais engraçados que se poderia encontrar (Lucas). É claro que ele precisava de dinheiro para a família, mas sua versatilidade/oratória/bom humor fizeram dele uma das grandes figuras desse término de viagem.

De qualquer forma, creio que é isso e não tenho mais nada a falar dessa viagem (talvez o básico e compartilhável já ganhou seu espaço aqui). Contudo, devo ressaltar, mais uma vez, a alegria e a dor de conhecer, compartilhar e perder tanto ao mesmo tempo. Acho que fazemos uma troca tão interessante ao conhecer pessoas diferentes, boas, situações, geografias, e guardá-las como memórias que aos poucos ganham opacidade… Acho que gostaria de falar acerca desses dias (das presenças e ausências), caso algum dia eu seja um velho…

“Pensamos que, se um tempo é infinito, creio eu, esse tempo infinito tem de abarcar todos os presentes e, em todos os presentes, por que não este presente? Se o tempo é infinito, em qualquer instante estamos no centro do tempo” (Jorge Luis Borges – A Imortalidade).

Será?

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