Montevideo
Nossos últimos dias em Montevideo encerram os relatos de viagem. Após chegar extremamente cansados da viagem de Buenos Aires/ Colonia del Sacramento, passamos nosso primeiro dia de retorno à capital uruguaia literalmente dormindo (com a única exceção de comer algo na beira mar e voltar para a proposta quarto de hotel).
Somente no segundo dia que as coisas mudaram um pouco de forma e pudemos revisitar alguns lugares mais apreciados (ou até mesmo concluir propostas não efetivadas durante a nossa primeira passagem): Teatro Solís (dessa vez com uma visitação guiada, a qual trouxe mais dimensão para entender a sua beleza e intensidade de espetáculos), um tempo maior para capturar fotos de praças, estátuas e cenas, o Museo do Carnaval (que não tive a oportunidade de visitar na primeira vez, e que se mostrou bem mais simples do que eu esperava) e uma refeição final no imperdível Mercado del Puerto (com direito a Medio y Medio e uma das melhores carnes de carneiro que já provei). E por falar em Mercado del Puerto, encontramos por lá um dos garotinhos de rua mais engraçados que se poderia encontrar (Lucas). É claro que ele precisava de dinheiro para a família, mas sua versatilidade/oratória/bom humor fizeram dele uma das grandes figuras desse término de viagem.
De qualquer forma, creio que é isso e não tenho mais nada a falar dessa viagem (talvez o básico e compartilhável já ganhou seu espaço aqui). Contudo, devo ressaltar, mais uma vez, a alegria e a dor de conhecer, compartilhar e perder tanto ao mesmo tempo. Acho que fazemos uma troca tão interessante ao conhecer pessoas diferentes, boas, situações, geografias, e guardá-las como memórias que aos poucos ganham opacidade… Acho que gostaria de falar acerca desses dias (das presenças e ausências), caso algum dia eu seja um velho…
“Pensamos que, se um tempo é infinito, creio eu, esse tempo infinito tem de abarcar todos os presentes e, em todos os presentes, por que não este presente? Se o tempo é infinito, em qualquer instante estamos no centro do tempo” (Jorge Luis Borges – A Imortalidade).
Será?







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