Café Beatnik

Melhores (?) Filmes do 1º Semestre 2019

Posted in Cinema by cafebeatnik on junho 21, 2019

Esta lista tem cada vez mais se tornado um ponto de encontro entre títulos disponíveis no circuito de cinema – principalmente independente – e Netflix. De qualquer forma, são sugestões para quem vai além de ser obcecado por listas.

Os filmes do Festival Varilux de Cinema estão de fora, pois tive dificuldades de tempo.

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Filmes 1 Semestre 2018

01 – O Livro da Imagem (Jean-Luc Godard); Democracia em Vertigem (Petra Costa)
02 – Assunto de Família (Hirokazu Koreeda)
03 – Capharnaum (Nadine Labaki)
04 –  Nós (Jordan Peele)
05 – Todos já Sabem (Asghar Farhadi)
06 – Roma (Alfonso Cuarón)
07 – Culpa (Gustav Möller)
08 – No Portal da Eternidade (Julian Schnabel)
09 – Climax (Gaspar Noé)
10 – A Favorita (Yorgos Lanthimos)
11 – No Coração da Escuridão (Paul Schrader)
12 – Temporada (André Novais Oliveira)
13 – Excelentíssimos (Douglas Duarte)
14 – Lazzaro Felice (Alice Rohrwacher)
15 – El Angel (Luis Ortega)
16 – Ilha de Cachorros (Wes Anderson)
17 – A Casa que Jack Construiu (Lars von Trier)

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Diretor: Jean-Luc Godard (O Livro da Imagem)
Ator: Zain Al Rafeea (Capharnaum); Ethan Hawke (No Coração da Escuridão); Jakob Cedergren (Culpa); Willen Dafoe (No Portal da Eternidade)
Atriz: Glenn Close (The Wife); Lupita Nyong’o (Nós); Olivia Colman (A Favorita)
Ator Coadjuvante: Kairi Jo (Assunto de Família)
Atriz Coadjuvante: Kirin Kiki (Assunto de Família)
Roteiro: Capharnaum; O Livro da Imagem
Fotografia: No Portal da Eternidade; Roma
Direção de Arte: No Portal da Eternidade
Montagem: O Livro da Imagem
Maquiagem: No Coração da Escuridão
Figurino: A Favorita
Trilha Sonora: Climax (Gaspar Noé)
Animação: Ilha de Cachorros
Documentário: Democracia em Vertigem

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Melhores (?) Filmes do 2º Semestre 2018

Posted in Cinema by cafebeatnik on dezembro 11, 2018

Para quem é de listas, quase obcecado por elas. Um mundo com listas pode ser um mundo legal?

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01 – O Processo (Maria Augusta Ramos)
02 – Baronesa (Juliana Antunes)
03 – Uma Noite de 12 Anos (Alvaro Brechner)
04 – Guerra Fria (Pawel Pawlikowski)
05 – No Intenso Agora (João Moreira Salles)
06 – Em Chamas (Chang-Dong Lee)
07 – A Ciambra (Jonas Carpinano)
08 – Dogman (Matteo Garrone)
09 – O Insulto (Ziad Doueiri)
10 – Zama (Lucrecia Martel)
11 – Joaquim (Marcelo Gomes)
12 – Bohemian Rhapsody (Bryan Singer)
13 – Tungstênio (Heitor Dhalia)
14 – Custódia (Xavier Legrand)
15 – A Trama (Laurent Cantet)
16 – Você Nunca Esteve Realmente Aqui (Lynne Ramsay)
17 – BlacKkKlansman (Spike Lee)
18 – A Noite devorou o Mundo (Dominique Rocher)

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Diretora: Maria Augusta Ramos; Juliana Antunes
Ator: Marcello Fonte (Dogman); Adel Karam (O Insulto); Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Atriz: Andreia Pereira de Sousa (Baronesa)
Ator Coadjuvante: Matheus Nachtergaele (Zama); Denis Menochet (Custódia); Edoardo Pesce (Dogman)
Atriz Coadjuvante: Mirella Pascual (Uma Noite de 12 Anos)
Roteiro: O Insulto (Ziad Doueiri); Em Chamas (Chang-Dong Lee); Uma Noite de 12 Anos (Alvaro Brechner)
Fotografia: Zama; Guerra Fria
Direção de Arte: Zama; Guerra Fria
Montagem: Tungstênio; Uma Noite de 12 Anos
Maquiagem: Zama; Uma Noite de 12 Anos
Figurino: BlacKkKlansman
Trilha Sonora: Bohemian Rhapsody
Documentário: O Processo

260 Filmes

Posted in Cinema by cafebeatnik on julho 14, 2018

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uma lista com 260 filmes que gosto. poderia ser muito maior, mas busquei fazer escolhas. ela foi pensada (recriada), exatamente em uma tarde do dia 13 de julho de 2018. a base foi a de filmes que eu gosto de ver e rever constantemente, alguns de maneira até doentia.

irei colocá-la também no link ao lado, no antigo correspondente “Meus 100 Melhores Filmes”.

aqui eu enumerei, aleatoriamente, as obras e os diretores que mais marcaram minha compreensão. o critério é o juízo de gosto, com pitadas de estudo sobre a imagem.

outro ponto: nenhuma lista é suficiente, mas elas são legais.

a foto é de cinema paradiso, de giuseppe tornatore.

001 – a chinesa (jean-luc godard)
002 – era uma vez em tóquio (yasujiro ozu)
003 – roma, cidade aberta (rosselini)
004 – terra em transe (glauber rocha)
005 – um homem com uma câmera (dziga vertov)
006 – o sangue de um poeta (jean cocteau)
007 – um corpo que cai (hitchcock)
008 – a general (buster keaton)
009 – limite (mário peixoto)
010 – acossado (jean-luc godard)
011 – o gabinete do dr. caligari (robert wiene)
012 – cléo das 5 às 7 (agnès varda)
013 – a negra de… (ousmane sembène)
014 – o encouraçado potemkin (eisenstein)
015 – fellini 8 e 1/2 (fellini)
016 – arca russa (sokurov)
017 – o espelho (andrei tarkovski)
018 – a montanha sagrada (alejandro jodorowsky)
019 – 2001, uma odisséia no espaço (kubrick)
020 – o estado das coisas (win wenders)
021 – 2 ou 3 coisas que eu sei sobre ela (jean-luc godard)
022 – hiroshima, meu amor (alain resnais)
023 – alemanha ano zero (rosselini)
024 – os incompreendidos (françois truffaut)
025 – o ano passado em marienbad (alain resnais)
026 – blow up (antonioni)
027 – zero de conduta (jean vigo)
028 – veludo azul (david lynch)
029 – um cão andaluz (buñuel/ dali)
030 – o conformista (bertolucci)
031 – paris texas (win wenders)
032 – persona (bergman)
033 – querelle (fassibinder)
034 – isto não é um filme (jafar panahi)
035 – festim diabólico (hitchcock)
036 – a paixão de joana d’arc (dreyer)
037 – metrópolis (fritz lang)
038 – kagemusha (kurosawa)
039 – cidadão kane (orson welles)
040 – taxi driver (scorsese)
041 – o falcão maltez (john huston)
042 – sindicato de ladrões (elia kazan)
043 – o fantasma da liberdade (buñuel)
044 – cópia fiel (abbas kiarostami)
045 – aquarius (kleber mendonça filho)
046 – a maçã (samira makhmalbaf)
047 – o sétimo selo (bergman)
048 – saló ou os 120 dias de sodoma (pasolini)
049 – eles não usam black-tie (leon hirszman)
050 – a sociedade do espetáculo (guy debord)
051 – estrada perdida (david lynch)
052 – arquitetura da destruição (peter cohen)
053 – performance (nicolas roeg)
054 – trash (paul morrisey/ andy warhol)
055 – orfeu (jean cocteau)
056 – expresso para bordeaux (jean-pierre melville)
057 – o mistério de picasso (henri-georges clouzot)
058 – o terceiro homem (carol reed)
059 – zabriskie point (antonioni)
060 – amor à flor da pele (wong kar wai)
061 – johnny guitar (nicholas ray)
062 – le camión (marguerite duras)
063 – as mil e uma noites (pasolini)
064 – pacto de sangue (billy wilder)
065 – o mensageiro do diabo (charles laughton)
066 – as vagas estrelas da ursa (visconti)
067 – o discreto charme da burguesia (buñuel)
068 – olhos de serpente (brian de palma)
069 – repulsa ao sexo (polanski)
070 – quem tem medo de virgínia woolf? (mike nichols)
071 – a dama de xangai (orson welles)
072 – era uma vez na américa (sergio leone)
073 – três macacos (nuri bilge ceylan)
074 – gritos e sussurros (bergman)
075 – psicose (hitchcock)
076 – cassino (scorsese)
077 – a gangue (miroslav slaboshpitsky)
078 – os catadores e eu (agnès varda)
079 – a doce vida (fellini)
080 – estranhos no paraíso (jim jarmusch)
081 – a aventura (antonioni)
082 – o sétimo selo (bergman)
083 – cidade dos sonhos (david lynch)
084 – o filho de saul (lászló nemes)
085 – tio boonmee que pode recordar suas vidas passadas (apichatpong weerasethakul)
086 – dançando no escuro (lars von trier)
087 – a sala de música (satyajit ray)
088 – viagem à lua (georges méliès)
089 – adeus à linguagem (jean-luc godard)
090 – o ornitólogo (joão pedro rodrigues)
091 – a regra do jogo (jean renoir)
092 – chinatown (polanski)
093 – cabaré (bob fosse)
094 – apocalypse now (coppola)
095 – caché (michael haneke)
096 – o porteiro da noite (liliana cavani)
097 – cinema paradiso (tornatore)
098 – o poderoso chefão (coppola)
099 – pickpocket (bresson)
100 – o pássaro das plumas de cristal (dario argento)
101 – crepúsculo dos deuses (billy wilder)
102 – janela indiscreta (hitchcock)
103 – o anjo exterminador (buñuel)
104 – aurora (murnau)
105 – laranja mecânica (kubrick)
106 – annie hall (woody allen)
107 – a morte de um bookmaker chinês (john cassavetes)
108 – a caverna dos sonhos perdidos (werner herzog)
109 – partner (bertolucci)
110 – ascensor para o cadafalso (louis malle)
111 – o lamento da imperatriz (pina bausch)
112 – deus e o diabo na terra do sol (glauber rocha)
113 – a idade do ouro (buñuel/ dali)
114 – asas do desejo (win wenders)
115 – o grande ditador (charlie chaplin)
116 – era uma vez na anatólia (nuri bilge ceylan)
117 – a liberdade é azul (krzysztof kieslowski)
118 – o pagamento final (brian de palma)
119 – a grande beleza (paolo sorrentino)
120 – manuscritos não queimam (mohammad rasoulof)
121 – roma (fellini)
122 – rio 40 graus (nelson pereira dos santos)
123 – sebastiane (derek jarman)
124 – el topo (jodorowsky)
125 – satyricon (fellini)
126 – o pagador de promessas (nelson pereira dos santos)
127 – o bandido da luz vermelha (rogério sganzerla)
128 – boyhood (richard linklater)
129 – fogo contra fogo (michael mann)
130 – herói (zhang yimou)
131 – oldboy (park-chan wook)
132 – o bebê de rosemary (polansky)
133 – elefante (gus van sant)
134 – pulp fiction (tarantino)
135 – linha de passe (walter salles)
136 – árvore da vida (terrence malick)
137 – manhattan (woody allen)
138 – o pântano (lucrecia martel)
139 – polissia (maiwenn)
140 – faces (cassavetes)
141 – teorema (pasolini)
142 – edvard munch (peter watkins)
143 – canções do segundo andar (roy andersson)
144 – o cavalo de turin (bela tarr)
145 – fausto (sokurov)
146 – german concentration camps (george stevens)
147 – respiro (emanuele crialese)
148 – um estranho no lago (alain guiraudie)
149 – close-up (abbas kiarostami)
150 – taxi teerã (jafar panahi)
151 – crash, estranhos prazeres (cronenberg)
152 – naked lunch (cronenberg)
153 – holy motors (leos carax)
154 – a bela da tarde (buñuel)
155 – a assassina (hou hsiao-hsien)
156 – muito além do cidadão kane (simon hartog)
157 – verão violento (valério zurlini)
158 – a longa noite de loucuras (mario bolognini)
159 – na vertical (alain guiraudie)
160 – caravaggio (derek jarman)
161 – pina (wim wenders)
162 – no decurso do tempo (wim wenders)
163 – um instante de inocência (mohsen makhmalbaf)
164 – francofonia (sokurov)
165 – india song (marguerite duras)
166 – nathalie granger (marguerite duras)
167 – eraserhead (david lynch)
168 – festa de família (thomas vinterberg)
169 – bonnie e clyde (arthur penn)
170 – édipo rei (pasolini)
171 – a religiosa (jacques rivette)
172 – celine e julie vão de barco (jacques rivette)
173 – a mãe e a puta (jean eustache)
174 – happy together (wong kar wai)
175 – hedwig (john cammeron mitchell)
176 – dentro da casa (françois ozon)
177 – the party (blake edwards)
178 – persepolis (marjane satrapi)
179 – ghost in the shell (mamoru oshii)
180 – akira (katsuhiro otomo)
181 – jogo de cena (eduardo coutinho)
182 – o som ao redor (kleber mendonça filho)
183 – central do brasil (walter salles)
184 – a pele que habito (almodóvar)
185 – mulheres à beira de um ataque de nervos (almodóvar)
186 – a viagem de chihiro (hayao miyazaki)
187 – os sete samurais (kurosawa)
188 – incêndios (denis villeneuve)
189 – paradise now (hany abud-assad)
190 – timbuktu (abderrahmane sissako)
191 – o desafio (paulo césar saraceni)
192 – alice ou a última fuga (claude chabrol)
193 – nas garras do vício (claude chabrol)
194 – o raio verde (eric rohmer)
195 – minha noite com ela (eric rohmer)
196 – césar deve morrer (vittorio e paolo taviani)
197 – bande à parte (jean-luc godard)
198 – a idade da terra (glauber rocha)
199 – pixote, a lei do mais fraco (héctor babenco)
200 – deus branco (kornél mundruczó)
201 – haxan, a feitiçaria através dos tempos (benjamin christensen)
202 – crônica de um verão (jean rouch/ edgar morin)
203 – nosferatu (murnau)
204 – tempos modernos (charlie chaplin)
205 – a turba (king vidor)
206 – os 39 degraus (hitchcock)
207 – o garoto (charlie chaplin)
208 – a vida dos outros (florian henckel von donnersmarck)
209 – o processo (orson welles)
210 – viagem a darjeeling (wes anderson)
211 – um pombo pousou num galho refletindo sobre sua existência (roy andersson)
212 – viajo porque preciso, volto porque te amo (karim ainouz/ marcelo gomes)
213 – pauline vai à praia (eric rohmer)
214 – 1900 (bertolucci)
215 – a última sessão de cinema (peter bogdanovich)
216 – o dragão da maldade contra o santo guerreiro (glauber rocha)
217 – um lugar qualquer (sofia coppola)
218 – depois de lucia (michel franco)
219 – barravento (glauber rocha)
220 – entre os muros da escola (laurent cantet)
221 – hugo cabret (scorsese)
222 – entr’act (rené clair)
223 – batman o cavaleiro das trevas (christopher nolan)
224 – inimigos públicos (michael mann)
225 – tempo de embebedar cavalos (bahman ghobadi)
226 – o declínio do império americano (denys arcand)
227 – invasões bárbaras (denys arcand)
228 – tartarugas podem voar (bahman ghobadi)
229 – tangerine (sean baker)
230 – projeto flórida (sean baker)
231 – moonlight (barry jenkins)
232 – os demônios (ken russell)
233 – viagens alucinantes (ken russell)
234 – exit through the gift shop (banksy)
235 – o eclipse (antonioni)
236 – a última vez que vi macau (joão pedro rodrigues)
237 – o fantasma (joão pedro rodrigues)
238 – no (pablo larraín)
239 – trágico amanhecer (marcel carné)
240 – a conversação (coppola)
241 – touro indomável (scorsese)
242 – os bons companheiros (scorsese)
243 – paisá (rosselini)
244 – cais das sombras (marcel carné)
245 – um bonde chamado desejo (elia kazan)
246 – clamor do sexo (elia kazan)
247 – a grande ilusão (jean renoir)
248 – medéia (pasolini)
249 – o evangelho segundo são mateus (pasolini)
250 – o leopardo (visconti)
251 – simão do deserto (buñuel)
252 – ran (kurosawa)
253 – trono manchado de sangue (kurosawa)
254 – aguirre, a cólera dos deuses (werner herzog)
255 – a bela e a fera (jean cocteau)
256 – o processo (maria augusta ramos)
257 – intriga internacional (hitchcock)
258 – fitzcarraldo (werner herzog)
259 – berlin alexanderplatz (fassibinder)
260 – shoah (claude lanzmann)

Melhores (?) Filmes do 1º Semestre 2018

Posted in Cinema by cafebeatnik on julho 7, 2018

Para quem é de listas, aqui vai uma com o que tem rolado de mais interessante, para alguns de nós, pelo circuito Belenense>>

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01 – Visages Villages (Agnès Varda)

02 – Gabriel e a Montanha (Fellipe Barbosa)

03 – Projeto Flórida (Sean Baker)

04 – Lucky (John Carrol Lynch)

05 – Uma Mulher Fantástica (Sebastian Lelio)

06 – Com Amor, Van Gogh (Dorota Kobiela; Hugh Welchman)

07 – A Forma da Água (Guillermo Del Toro)

08 – Em Pedaços (Fatih Akin)

09 – Arábia (João Dumans e Affonso Uchoa)

10 – The Square (Ruben Ostlund)

11 – 120 Batimentos por Minuto (Robin Campillo)

12 – Wonder Wheel (Woody Allen)

13 – Bom Comportamento (Josh e Benny Safdie)

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Diretora: Agnès Varda (Visages Villages)

Ator: João Pedro Zappa (Gabriel e a Montanha) e Harry Dean Stanton (Lucky)

Atriz: Daniela Vega (Uma Mulher Fantástica); Diane Kruger (Em Pedaços)

Ator Coadjuvante: Terry Notary (The Square)

Atriz Coadjuvante: Allison Janney (Eu, Tônia); Brooklyn Prince (Projeto Flórida)

Roteiro: Projeto Flórida; Uma Mulher Fantástica

Fotografia: Wonder Wheel (Vittorio Storaro); A Forma da Água (Dan Laustsen)

Direção de Arte: Com Amor, Van Gogh

Montagem: Lucky

Maquiagem: O Destino de uma Nação (Joe Wright)

Figurino: Uma Mulher Fantástica

Trilha Sonora: A Forma da Água

Animação: Com Amor Van Gogh

Documentário: Visages Villages

Melhores (?) Filmes do 2º Semestre 2017

Posted in Cinema by cafebeatnik on junho 2, 2018

Final de ano chegou e traz, junto dele, nossa segunda lista com destaques cinematográficos do ano. Lembre-se: aqui a proposta é fazer listas!

Podemos acrescentar, a propósito, que a maioria das obras relevantes deste ano tem passado no Cine Líbero Luxardo, reiterando sua excelente programação. Por outro lado, a quantidade obscena de continuações insípidas e de filmes inofensivos tem congestionado as salas comerciais de Belém. Escolha seu time, camarada!

Abaixo também colocamos nossa lista de mais interessantes filmes do primeiro semestre. Que ano!

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Top 15 2º Semestre 2017

01 – Manifesto (Julian Rosefeldt)

02 – O Sacrifício do Cervo Sagrado (Yorgos Lanthimos)

03 – Loveless (Andrey Svyagintsev)

04 – Como Nossos Pais (Laís Bodanzky)

05 – Com Amor, Van Gogh (Dorota Kobiela; Hugh Welchman); Beach Rats (Eliza Hittman)

06 – Ma’Rosa (Brillante Mendoza)

07 – Blade Runner 2049 (Denis Villeneuve)

08 – De Canção em Canção (Terrence Malick)

09 – L’Amant Double (François Ozon)

10 – Dunkirk (Christopher Nolan)

11 – Rodin (Jacques Doillon); O Jovem Marx (Raoul Peck)

12 – Entre os Homens de Bem (Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini)

13 – O Estranho que Nós Amamos (Sofia Coppola)

14 – Voyage of Time (Terrence Malick)

15 – Corpo Elétrico (Marcelo Caetano)

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Diretor: Laís Bodanzky (Como Nossos Pais) e Julian Rosefeldt (Manifesto)

Ator: Barry Keoghan (O Sacrifício do Cervo Sagrado); Harris Dickinson (Beach Rats)

Atriz: Jaclyn Jose (Ma’Rosa); Cate Blanchett (Manifesto)

Ator Coadjuvante: Ed Harris (Mother!)

Atriz Coadjuvante: Clarisse Abujamra (Como Nossos Pais)

Roteiro: Manifesto; O Sacrifício do Cervo Sagrado

Fotografia: De Canção em Canção; O Sacrifício do Cervo Sagrado

Direção de Arte: Manifesto

Montagem: De Canção em Canção

Maquiagem: Manifesto

Efeitos: Blade Runner 2049 (Denis Villeneuve)

Figurino: O Estranho que Nós Amamos

Trilha Sonora: Dunkirk

Animação: Com Amor, Van Gogh (Dorota Kobiela; Hugh Welchman)

Documentário: Entre os Homens de Bem (Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini)

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Rivothriller: Ma’Rosa

Arteen: Beach Rats

SandyMovie: Blade Runner 2049

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Top 15 1º Semestre 2017

01 – O Ornitólogo (João Pedro Rodrigues)

02 – Moonlight (Barry Jenkins)

03 – Na Vertical (Alain Guiraudie)

04 – Raw (Julia Ducournau)

05 – O Apartamento (Asghar Farhadi); Toni Erdmann (Maren Ade)

06 – Paterson (Jim Jarmusch); Frantz (François Ozon)

07 – Poesia sem Fim (Alejandro Jodorowsky)

08 – Jackie (Pablo Larraín); Personal Shopper (Olivier Assayas)

09 – Corra! (Jordan Peele)

10 – Eu, Daniel Blake (Ken Loach)

11 – Fences (Denzel Washington); Animais Noturnos (Tom Ford)

12 – Viva (Paddy Breathnach); Eu não sou seu Negro (Raoul Peck)

13 – Manchester à Beira Mar (Kenneth Lonergan)

14 – Neruda (Pablo Larraín)

15 – A Tartaruga Vermelha (Michael Dubok de Wit)

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Diretor: Alain Guiraudie (Na Vertical); João Pedro Rodrigues (O Ornitólogo) e Barry Jenkins (Moonlight)

Ator: Shahab Hosseini (O Apartamento); Denzel Washington (Fences)

Atriz: Viola Davis (Fences); Garance Marillier (Raw)

Ator Coadjuvante: Héctor Medina (Viva); Stephen Henderson (Fences); Jovan Adepo (Fences)

Atriz Coadjuvante: Marie Gruber (Frantz); Kristen Stewart (Personal Shopper)

Roteiro: O Apartamento (Asghar Farhadi); O Ornitólogo (João Pedro Rodrigues) e Na Vertical (Alain Guiraudie)

Fotografia: Moonlight

Direção de Arte: Paterson e Moonlight

Trilha Sonora: Jackie

Animação: A Tartaruga Vermelha (Michael Dubok de Wit)

Documentário: Eu não sou seu Negro (Raoul Peck)

 

De Canção em Canção, de Terrence Malick

Posted in Cinema, Deuses do Cinema by cafebeatnik on agosto 15, 2017

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Para atender pedidos, mesmo em formato de drops, “De Canção em Canção”, recente lançamento de Terrence Malick, em cartaz no Cine Líbero Luxardo>>

Desde seu retorno em “Além da Linha Vermelha” (seguido pelos excelentes “O Novo Mundo”, “Árvore da Vida”, “Amor Pleno” e “Cavaleiro de Copas”), Malick permanece como alguém que merece ser escutado.

“Song to Song” mantém sua assinatura, genialidade, além da parceria com o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki (o trabalho deste é impecável neste título, pra variar). A narrativa, mesmo fragmentária, trata de algo relevante aos nossos dias: a tensão entre idealização (com seu teatro, suas vivências, espetáculo artificial e vazio) e vida real (a simplicidade e a experiência).

Fassbender, na história, é um produtor musical e se mostra como um buraco negro que engole quem está ao seu redor. É ao lado dele que gravitam personagens líricos, profundos e cheios de dilemas (Rooney Mara e Ryan Gosling, por exemplo, num par romântico de dar inveja ao superficial último filme do Chazelle).

Veja mais de uma vez esta obra sobre sonhos, frustrações, fracassos e redenções para melhor absorvê-la. Você só precisa de fôlego, pois o longa tem 2h10min de puro autoralismo, repleto de fragmentos textuais poéticos e filosóficos (próprios ao contexto dos personagens), e uma câmera que vaga sobre a trama e os personagens de maneira quase etérea.

De bônus você ainda terá participações memoráveis de John Lydon (Sex Pistols), Iggy Pop, Red Hot Chili Peppers e Patti Smith.

ps.: Bérénice Marlohe é, na minha opinião, olímpica.

John Fletcher

Melhores (?) Filmes do 1º Semestre 2017

Posted in Cinema by cafebeatnik on junho 13, 2017

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Melhores Filmes 1 Semestre 2017

01 – O Ornitólogo (João Pedro Rodrigues)
02 – Moonlight (Barry Jenkins)
03 – Na Vertical (Alain Guiraudie)
04 – Raw (Julia Ducournau)
05 – O Apartamento (Asghar Farhadi); Toni Erdmann (Maren Ade)
06 – Paterson (Jim Jarmusch); Frantz (François Ozon)
07 – Poesia sem Fim (Alejandro Jodorowsky)
08 – Fences (Denzel Washington); Animais Noturnos (Tom Ford)
09 – Personal Shopper (Olivier Assayas)
10 – I, Daniel Blake (Ken Loach)
11 – Jackie (Pablo Larraín)
12 – Viva (Paddy Breathnach); Eu não sou seu Negro (Raoul Peck)
13 – Manchester à Beira Mar (Kenneth Lonergan)
14 – Neruda (Pablo Larraín)
15 – A Tartaruga Vermelha (Michael Dubok de Wit)

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Diretor: Alain Guiraudie (Na Vertical); João Pedro Rodrigues (O Ornitólogo) e Barry Jenkins (Moonlight)
Ator: Shahab Hosseini (O Apartamento); Denzel Washington (Fences) e James McAvoy (Fragmentado, de M. Night Shyamalan)
Atriz: Viola Davis (Fences); Garance Marillier (Raw)
Ator Coadjuvante: Héctor Medina (Viva); Stephen Henderson (Fences); Jovan Adepo (Fences)
Atriz Coadjuvante: Marie Gruber (Frantz); Kristen Stewart (Personal Shopper)
Roteiro Original: O Apartamento (Asghar Farhadi); O Ornitólogo (João Pedro Rodrigues) e Na Vertical (Alain Guiraudie)
Roteiro Adaptado: Fences (Denzel Washington)
Fotografia: Moonlight
Direção de Arte: Paterson e Moonlight
Trilha Sonora: Jackie
Animação: A Tartaruga Vermelha (Michael Dubok de Wit)
Documentário: Eu não sou seu Negro (Raoul Peck)

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Categorias Especiais (mas nem sempre)

Rivothriller: Raw (Julia Ducournau); O Lamento (Hong-Jin Na)
Arteen: La La Land (Damien Chazelle)
SandyMovie: Hell or High Water (David Mackenzie)

Melhores (?) Filmes de 2016

Posted in Cinema by cafebeatnik on dezembro 6, 2016

Depois de um ano sem maiores informações cinematográficas (ano atribulado, difícil para organizar os arquivos em um único post), chegou o momento de compartilhar as listas com os Preferidos do Ano

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Para termos de organização, dividimos os títulos escolhidos em três etapas: Melhores do 1º Semestre, Melhores do 2º Semestre e Balanço Geral com os Melhores de 2016. Esta foi uma alternativa para dar conta de uma quantidade expressiva de títulos, em muito amparada por uma programação excelente e contínua do Cine Líbero Luxardo, em Belém, Pará. Além destas mencionadas etapas, ainda colocamos uma relação pormenorizada em categorias dos participantes (direção, ator, atriz etc.).

Também não podemos não mencionar o fiasco que foi a cerimônia do Oscar de 2016, com obras completamente irrelevantes. Os amantes do cinema americano que me perdoem, mas, cada vez mais, é menos interessante prestigiar o que vem da indústria de Hollywood. Outro ponto desconcertante: filmes de super heróis e continuações que não acabam! É tanta bobagem repleta de piadinhas e efeitos especiais esquizofrênicos… Cuidado com sua saúde mental!

Nossos vizinhos latinos, por outro lado, nos trouxeram um ano surpreendente. Desde títulos hors concoursO Abraço da Serpente, de Ciro Guerra; A Terra e a Sombra, de César Augusto Acevedo -, até os aqui eleitos, pudemos ter certeza, mais uma vez, que o Cinema é!

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Filmes 1º Semestre de 2016

01 – O Filho de Saul (László Nemes)
02 – Cemitério do Esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
03 – Meu Rei (Maiween)
04 – Dheepan (Jacques Audiard); O Abraço da Serpente (Ciro Guerra)
05 – As Confissões de Marnie (Hiromasa Yonebayashi)
06 – O Clube (Pablo Larraín); Sicário (Denis Villeneuve)
07 – A Bruxa (Robert Eggers)
08 – Agnus Dei (Anne Fontaine); A Terra e a Sombra (César Augusto Acevedo)
09 – Anomalisa (Charlie Kaufman)
10 – Hail, Caesar! (Joel & Ethan Cohen)

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Filmes 2º Semestre de 2016

01 – Aquarius (Kleber Mendonça Filho)
02 – Francofonia (Alexandr Sokurov); Cinema Novo (Erik Rocha)
03 – Elle (Paul Verhoeven); De Longe te Observo (Lorenzo Vigas)
04 – The Lobster (Yorgos Lanthimos); Taxi Teerã (Jafar Panahi)
05 – A Comunidade (Thomas Vinterberg); Café Society (Woody Allen)
06 – Julieta (Pedro Almodóvar)
07 – O Clã (Pablo Trapero)
08 – Louder than Bombs (Joachin Trier)
09 – The Handmaiden (Park Chan-Wook)
10 – As Montanhas se Separam (Jia Zangkhe); Incompreendida (Asia Argento)

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Balanço Geral Filmes de 2016

01 – Aquarius (Kleber Mendonça Filho)
02 – O Filho de Saul (László Nemes)
03 – Cemitério do Esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
04 – Francofonia (Alexandr Sokurov); Cinema Novo (Erik Rocha)
05 – Taxi Teerã (Jafar Panahi)
06 – Meu Rei (Maiwen)
07 – Elle (Paul Verhoeven)
08 – De Longe te Observo (Lorenzo Vigas)
09 – The Lobster (Yorgos Lanthimos)
10 – Deephan (Jacques Audiard)

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Por Categorias

1. Diretor – László Nemes (O Filho de Saul) e Kleber Mendonça Filho (Aquarius)
2. Ator – Alfredo Castro (De Longe te Observo)
3. Atriz – Emmanuelle Bercot (Mon Roi) e Sônia Braga (Aquarius)
4. Ator Coadjuvante – Irandhir Santos (Ausência)
5. Atriz Coadjuvante – Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados)
6. Montagem – De Longe te Observo (Lorenzo Vigas) e Cinema Novo (Erik Rocha)
7. Direção de Arte – O Filho de Saul
8. Fotografia – O Filho de Saul (Mátyás Erdély) e Café Society (Vittorio Storaro)
9. Roteiro – Kleber Mendonça Filho (Aquarius) e The Lobster (Yorgos Lanthimos)
10. Efeitos Especiais – A Chegada (Denis Villeneuve)
11. Animação – As Confissões de Marnie (Hiromasa Yonebayashi)
12. Trilha Sonora – Aquarius (Gustavo Montenegro) e Amor Eterno (Ennio Morricone)
13. Documentário – Francofonia (Alexandr Sokurov) e Cinema Novo (Erik Rocha)

***

Só para lembrar: toda lista é incompleta. Esta é uma síntese do que foi possível assistir e gostar.

Melhores (?) Filmes 1º Semestre 2016

Posted in Cinema by cafebeatnik on julho 12, 2016

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01 – O Filho de Saul (László Nemes)
02 – Cemitério de Esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
03 – Meu Rei (Maiween)
04 – Dheepan (Jacques Audiard); O Abraço da Serpente (Ciro Guerra)
05 – As Confissões de Marnie (Hiromasa Yonebayashi)
06 – O Clube (Pablo Larraín); Sicário (Denis Villeneuve)
07 – A Bruxa (Robert Eggers)
08 – Agnus Dei (Anne Fontaine); A Terra e a Sombra (César Augusto Acevedo)
09 – Anomalisa (Charlie Kaufman)
10 – Hail, Caesar! (Joel & Ethan Cohen)

Oscar 2015 – Parte Final

Posted in Cinema by cafebeatnik on fevereiro 21, 2015

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E finalmente chegamos a um fim (?) dos drops para o Oscar 2015. Eu bem sei que muitos filmes ainda não estrearam em Belém, mais precisamente os mais interessantes. Todavia, há downloads, cinemas em outros Estados e até em outros países. Além do mais, por uma questão de tempo, os títulos aqui comentados chegarão, no final das contas, às locadoras. Só tentem ver o que mais chamar a atenção de cada um.

Depois de toda esta jornada com os indicados ao prêmio da indústria americana cinematográfica, não podemos dizer que a jornada não valeu a pena. Pudemos encontrar imagens novas, imagens velhas, imagens recicladas criativamente, discursos importantes (e muitos outros catastróficos), grandes atuações, trilhas sonoras surpreendentes e direções sofisticadas para que possamos perceber o que há de conquista e de retrocesso no evento mais mass-midiatizado da atualidade.

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14 – Ida, de Pawel Pawlikowski: o maior concorrente do russo Leviatã é esta pequena/ grande obra prima polonesa sobre os efeitos da Segunda Guerra Mundial. Oportuna para marcar e evidenciar os males desta catástrofe Ocidental a partir de um drama familiar, sua chegada também contribui como marcador cinematográfico  para os 70 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, agora em 2015.

Anna (Agata Tzrebuchowska), às vésperas de se consagrar freira, em pleno ano de 1962, tem de visitar sua tia Wanda (Agata Kulesza), antes de aceitar seus votos sagrados. Descobre, nesta ocasião, sua linhagem judia e parte com Wanda em uma dolorosa jornada para desvendar a tragédia pela qual sua família passou na Polônia.

Com um roteiro extremamente denso e sombrio, como deveria de ser, a obra é intimista, amparada pelas grandes interpretações das atrizes principais e por uma fotografia de tirar o fôlego. Cada take é milimetricamente pensado em preto & branco e lembra o trabalho dos fotógrafos suecos Sven Nykvist e Gunnar Fischer, grandes parceiros de Ingmar Bergman. Quem se interessa por temas ligados à memória, Holocausto e diáspora judia, tem neste filme um grande discurso político e artístico.

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15 – Mr. Turner, de Mike Leigh: em minha humilde opinião, a nova obra do inglês (dos títulos já conhecidos Simplesmente Feliz, O Segredo de Vera Drake etc.) foi uma das maiores injustiças em termos de indicações (recebeu somente indicações técnicas, como fotografia, direção de arte, figurino e trilha sonora). Com esta cinebiografia do pintor inglês, consagrado romântico, William Turner, Leigh nos entrega um clássico instantâneo e nada acadêmico, algo difícil quando se trata de cinebios.

Timothy Spall, ganhador do Prêmio de Melhor Ator em Cannes 2014 por esta performance, é nada mais que soberbo. Pergunto: quem viu alguma coisa de relevante no insípido do Bradley Cooper que merecesse tirar Spall da corrida? Afinal, os distintos momentos da carreira do pintor são destrinchados com inteligência e corporalidade: temos aqui os dilemas de Turner com sua primeira esposa (a distinta atriz Ruth Sheen), sua relação com o pai (Paul Jesson, também inspirado), a mudança paulatina na sua forma de pintar e de pensar, as experiências de imersão nos temas de suas telas, a paixão pela transcendência como algo passível de ser captado pelo pincel, os conflitos de egos e o mise-en-scène nos Salões da Academia londrina, até uma relação de opressão silenciosa sobre sua criada Hannah Danby (Dorothy Atkinson) e seus dias com uma iluminada Marion Bailey (a qual vive Sophia Booth, sua última esposa).

A fotografia, como tinha de ser, magistralmente criada por Dick Pope, é pintura filmada. Ganhadora da mesma categoria em Cannes 2014, além de inúmeras outras premiações, se consagra como um elemento chave para entender a beleza e a atemporalidade da obra do pintor.

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16 – O Abutre, de Dan Gilroy: outra injustiça no prêmio da academia, desta vez com a estréia na direção de Gilroy, roteirista do conhecido Gigantes de Aço, dirigido por Shawn Levy, e do cult Dublê de Anjo, dirigido por Tarsem Singh.

Pode até ser que muitos não tiveram peito para lidar com uma obra tão sombria, cínica e crítica sobre nossos dias (ela, pelo menos, ganhou uma indicação em Melhor Roteiro Original), mas, para além desse detalhe, não deixa de ser relevante para evidenciarmos como reproduz um discurso que está posto pela mídia sensacionalista: o filme abre espaço produtivo para se problematizar espetáculos vazios, apoiados em vivências pobres e capitalizantes em torno da violência, da sexualidade e do consumo.

Jake Gyllenhaal vive Louis, simplesmente um memorável vilão para o cinema contemporâneo. Seu personagem, articulado em discursos de auto-ajuda e de superação, é um retrato assustador das falas zumbis de vários sobre perseverança e motivação retóricas. Empertigado em uma “carreira” de sair pelas ruas da cidade com uma câmera na mão, Louis, acompanhado por um rádio com a frequência da polícia, busca e grava imagens de acidentes e crimes para vender, depois, para os noticiários locais.

Acredito que O Urubu possui um relevante discurso crítico para repensarmos o que devemos consumir na televisão, tanto aberta quanto fechada. As audiências de programas como BBB e muito outros reality shows são feridas em nossos atos de buscar coisas que valham a pena pensar e comentar.

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17 – Garota exemplar, de David Fincher: pelo visto, este último post ficou com as injustiças do ano. Garota Exemplar já tinha passado nos cinemas, então muitos puderam conferi-lo. Uma pena que a nova obra do diretor americano, um surpreendente e sofisticado suspense, também ficasse legada ao grupo dos esnobados pelo Oscar 2015.

Rosamund Pike (Anne Dunne), indicada ao prêmio de Melhor Atriz, está estupenda. Ela vive a esposa de Nick Dunne (Ben Affleck), desaparecida logo no início da história, com uma delicadeza de camadas de cinismo e de personalidade assombrosas. O circo criado em torno do personagem de Affleck, com sua  condenação sumária pela imprensa, mesmo sem provas, é interessante para se problematizar o poder da mídia, a manipulação de discursos e a capitalização da tragédia alheia.

Este filme traz na trilha sonora, pela terceira vez, o trabalho de Trent Reznor com Atticus Ross (os mesmos ganharam o Oscar por esta categoria com A Rede Social). Sem dúvida, foi o repertório mais criativo e surpreendente do ano que passou. Uma pena que este trabalho minimal e sombrio não ganhou o reconhecimento que merecia.

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18 – Selma, de Ava DuVernay: também concorrente para a categoria de Melhor Filme, este longa, amplamente comentado e discutido por apresentar incoerências históricas, todas em função da escolha narrativa do roteiro, traz direção segura de DuVernay, cuja maior produção foi voltada para a televisão (este é seu terceiro longa, portanto, para o cinema). Além destas informações, podemos dizer que é uma obra acadêmica, mas feita com muita paixão e profunda dignidade.

Quanto às incoerências históricas: bem, esta é uma ficção, pautada em recriação. Sua intenção não é a de ser um roteiro todo cheio de minúcias para com a complexidade do passado. E mais, não desvalido esta decisão de direção e roteiro, ainda mais quando vejo que a mesma é feita em prol de um manifesto político, o qual trata de dignidade social, entendimento da diferença, sem incorrer em motivos implícitos para práticas de sujeição e colonialismo.

E todos estes elementos acima citados estão lá, mais uma vez, como podem reclamar uns e outros. A título destas reclamações últimas, posso responder dizendo que precisamos, anualmente (em termos de Oscar, para não generalizarem minha resposta), deste tipo de discurso para pensar que as sociedade ainda são, diariamente, minadas por preconceitos. Política é algo que se exerce no cotidiano e não a título do que seria interessante para a indústria (o tal do fictício esgotamento de temas pelo cinema não é nada mais do que retórica, pois tais “esgotamentos” não existem, ainda mais para a arte, para o ato de criar algo em que se acredita; além do mais, a arte teve sempre como pauta recriar, retroalimentar-se e elaborar novas fronteiras para o já conhecido).

A história de Selma se concentra no período em que Martin Luther King ganhou o Prêmio Nobel da Paz, com sua seguinte atuação política para obter o direito de votos para as populações negras (fato este negado até uma história recente). Como paralelo de fundo, temos os conflitos e as ações empreendidas por King e por uma crescente comunidade de ativistas para a famosa marcha a qual saiu de Selma, no Alabama, em 1965.

As atuações são muito fortes, com destaque para a brilhante e sensível criação de Tom Wilkinson (Presidente Lyndon B. Johnson); a apaixonada de David Oyelowo (Mr. King); e a participação especial e sempre muito digna e política de Oprah Winfrey (Anne Lee Cooper). A direção de arte do filme tem seus grandes momentos e a linda Canção Tema, Glory, de John Legend, Common e Lonnie Lynn, indicada nesta categoria, deve ser a vitoriosa da noite.

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Amigos, tivemos lacunas, pois não houve chance de ver as tão aguardadas obras Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson; Relatos Selvagens, de Damián Szifron; Tangerines, de Zaza Urushadze; e Timbuktu, de Abderrahmane Sissako. Não sei quando elas vão chegar aos cinemas ou às locadoras nossas.

Também não comentei Interestelar, de Christopher Nolan, pois, ainda que tenha sido muito legal, apresentou irregularidades de roteiro (o tal do final família feliz, o amor é o que supera, com pacote de explicações fechadinho, submisso às ordens do mercado) e de trilha sonora. Fiquei satisfeito com suas indicações técnicas, mesmo sabendo que o excelente trabalho de Matthew McCounaghey poderia ter ganhado mais destaque.

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